Cardeal Leonardo seguirá à frente da Arquidiocese de Manaus até 2027 após pedido do Papa
Mesmo com renúncia apresentada aos 75 anos, Vaticano solicita permanência para garantir continuidade pastoral na Amazônia

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus, permanecerá no comando da arquidiocese pelos próximos dois anos, por determinação do Papa Leão XIV. A informação foi confirmada pela Arquidiocese nesta sexta-feira (28/11) e comunicada ao clero em reunião realizada no mesmo dia.
A decisão do pontífice foi transmitida por meio de carta do Núncio Apostólico, Dom Giambattista Diquattro, na qual o Papa pede que o cardeal continue “serenamente no governo da Igreja de Manaus”. A escolha reforça a confiança do Vaticano na continuidade da missão pastoral na Amazônia, região estratégica para a Igreja Católica.
Renúncia apresentada, permanência solicitada
Dom Leonardo completou 75 anos em junho, idade em que todos os bispos devem apresentar renúncia. O arcebispo anunciou o envio do pedido ao Vaticano durante missa no dia 9 de novembro. Após acolher o documento, o Papa decidiu mantê-lo por mais dois anos, até a escolha e nomeação do próximo arcebispo.
“Apresentei a carta ao Papa, como é de obrigação. Agora vamos aguardar e ver o que vem. Sou muito grato a Deus por esse período à frente da arquidiocese e pela colaboração de cada um de vocês”, disse o cardeal ao comunicar a orientação do Vaticano.
Figura central para a Igreja na Amazônia
À frente da Arquidiocese desde 2019, Dom Leonardo sucedeu Dom Sérgio Castriani e tem desempenhado papel relevante na defesa socioambiental da região. Em 2022, foi criado cardeal da Amazônia pelo Papa Francisco, tornando-se uma das vozes mais influentes da Igreja brasileira em temas como proteção dos povos originários, combate ao garimpo ilegal e desenvolvimento sustentável.
Ele também participou do conclave que elegeu Leão XIV, reforçando sua presença no cenário global da Igreja.
Com a decisão do Papa, a Arquidiocese de Manaus ganha mais dois anos de estabilidade no comando pastoral, enquanto o Vaticano avalia o perfil de quem deverá assumir a liderança da maior circunscrição católica da Amazônia.
