Críticas ao comando da CMM se intensificam após nova recusa de David Reis em usar painel eletrônico de R$ 630 mil

A polêmica gira em torno da interpretação do artigo 202 do Regimento Interno, que determina que “o processo de votação será realizado por registro eletrônico individual”

A disputa interna sobre o uso do painel eletrônico da Câmara Municipal de Manaus (CMM) ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (17/11). Pela segunda vez em menos de duas semanas, vereadores exigiram que o presidente da Casa, David Reis (Avante), colocasse em funcionamento o equipamento de votação eletrônica e novamente foram ignorados.

A polêmica gira em torno da interpretação do artigo 202 do Regimento Interno, que determina que “o processo de votação será realizado por registro eletrônico individual”, exceto quando o sistema estiver impossibilitado.

Pedidos ignorados
O primeiro a cobrar o uso do painel foi Zé Ricardo (PT), que lembrou que o regimento não prevê exceções baseadas em dúvida subjetiva.
“É uma questão de usar. São matérias relevantes, e o registro individual garante transparência.”
Rodrigo Guedes (Progressistas) subiu o tom e acusou David Reis de agir como “proprietário” da instituição.
“A regra está clara. O senhor não pode interpretar o regimento como se fosse dono da CMM.”
David Reis sustentou que o painel só será utilizado quando houver dúvida no resultado da votação. Ao ser confrontado novamente, não respondeu e deu sequência à votação simbólica.


Críticas se ampliam


A postura do presidente provocou reação de outros parlamentares. Amauri Gomes (UB) declarou que o regimento está sendo “rasgado”, enquanto Coronel Rosses (PL) destacou o custo do painel — R$ 630 mil — pago com recursos públicos.
“Se não serve para nada, vamos vender esse painel e doar o valor. O que está acontecendo nesta Casa?”
Capitão Carpe (PL) e outros vereadores também apoiaram o pedido.

Um debate que se repete

A tensão em torno do painel eletrônico não é nova. No dia 5 de novembro, durante a votação da reforma da Previdência municipal, o sistema também não foi utilizado. A votação ocorreu por levantamento de mãos, e apenas os votos contrários foram lidos pelo presidente.

Na ocasião, Zé Ricardo apresentou questão de ordem e disse ter dúvidas quanto à legalidade do método. Guedes chegou a sugerir que o regimento fosse “rasgado”, argumentando que a Mesa Diretora ignorava deliberadamente a regra.

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