Uso de linguagem neutra em evento gerará sindicância, determina Wilson Lima

Anúncio foi feita pelas redes sociais do chefe do executivo estadual

O governador Wilson Lima (União Brasil) anunciou a abertura de uma sindicância para apurar o uso de linguagem neutra em materiais de divulgação de um evento patrocinado pelo Governo do Amazonas. A declaração foi feita na noite desta segunda-feira (17/11), em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o chefe do Executivo aparece irritado e cobrando responsabilização: “quero saber quem autorizou”.

No pronunciamento, Wilson reforça que a linguagem neutra não integra as diretrizes de comunicação da administração estadual e que a adoção desse tipo de expressão contraria a orientação repassada a todos os órgãos públicos. Segundo ele, a investigação busca garantir o cumprimento das normas oficiais.

“Linguagem neutra não representa as diretrizes, os valores, nem a orientação do nosso governo. Já determinei a abertura de uma sindicância para apurar as responsabilidades sobre o uso desse tipo de linguagem em comunicação oficial. Isso não vai se repetir”, escreveu o governador.

A sindicância é um procedimento administrativo preliminar utilizado para esclarecer fatos, levantar indícios de autoria e materialidade, e avaliar se há necessidade de instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra servidores envolvidos.

Repercussão

A declaração do governador repercutiu rapidamente. A deputada estadual Débora Menezes (PL), uma das vozes mais ativas contra o uso da linguagem neutra, afirmou estar “preocupada e indignada”, lembrando que uma lei de sua autoria, aprovada pela Assembleia em 2023 para proibir o uso desse tipo de linguagem em escolas, foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Esse tema não é novidade para nós. Sigo atenta e firme na defesa da educação clara, do respeito às famílias e da preservação da norma culta da nossa língua”, afirmou a parlamentar.

O que é a linguagem neutra

A linguagem neutra consiste no uso de termos que evitam flexão de gênero masculino ou feminino. No discurso oral, a neutralização ocorre pela substituição de artigos ou terminações, como “elu”, “amigue” ou “todes”, forma que teria sido utilizada no evento que motivou a reação do governador.

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