Ato “Mulheres Vivas” mobiliza Manaus neste domingo contra violência de gênero
Protesto integra rede de manifestações pelo país após sucessão de crimes brutais

Manaus integra, neste domingo (07/11), a mobilização nacional “Mulheres Vivas”, convocada em resposta ao avanço da violência de gênero no Brasil. O ato está marcado para as 17h, na Praça do Congresso, no Centro, e faz parte de uma agenda unificada com manifestações em diversas capitais.
O movimento Levante Mulheres Vivas, organizador do protesto, afirma que a articulação ocorre diante de um cenário que ultrapassou o limite do tolerável. “Nossa voz é forte! Juntas, ninguém nos cala”, destaca a convocação.
A avaliação de emergência tem respaldo em números recentes. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) mostram que o país superou a marca de mil feminicídios apenas em 2025 — uma média de quatro mulheres assassinadas diariamente.
No Amazonas, a escalada também preocupa. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho, registrou aumento de 26% nos feminicídios entre 2023 e 2024, totalizando 29 casos no último ano.
Casos recentes reacendem a indignação
A comoção nacional se intensificou após crimes recentes que chocaram o país. Em Florianópolis (SC), a estudante de pós-graduação Catarina Karsten foi morta por um jovem de 21 anos enquanto caminhava na praia. No Rio de Janeiro, um ex-servidor do Cefet Maracanã assassinou a diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Costa Pinheiro dentro da instituição.
Outro episódio que mobilizou o país foi o de Tainara Souza Santos, atropelada e arrastada por aproximadamente 1 km na Marginal Tietê, em São Paulo. A jovem teve as pernas amputadas e segue hospitalizada em estado grave. A família afirma que ela teve um breve relacionamento com o agressor, que está preso.
Mobilização se espalha pelo país
Além de Manaus, capitais como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belém, Parnaíba e Teresina também terão atos durante o domingo. A expectativa das organizadoras é de que as manifestações reforcem a cobrança por políticas públicas robustas e contínuas de proteção às mulheres.
Os atos do “Mulheres Vivas” buscam unificar vozes e pressionar governos por mais ações de prevenção, acolhimento e combate à violência de gênero — problema que, segundo movimentos feministas, exige resposta urgente e coordenada.
