Temporal interrompe roda-gigante e expõe falhas na gestão da atração turística da Ponta Negra

Forte chuva atingiu a capital neste domingo (07/12)

O temporal que atingiu Manaus na noite deste domingo (7) revelou mais uma falha na operação da roda-gigante da Ponta Negra. O equipamento parou de funcionar durante a tempestade e deixou visitantes presos no alto das gôndolas, expostos a raios e escuridão, um cenário de risco que reacende o debate sobre a segurança da atração.

A roda-gigante, tida como vitrine turística da gestão do prefeito David Almeida (Avante), já havia sido foco de controvérsia em ocasião anterior, quando o prefeito atribuiu a paralisação a uma suposta sabotagem realizada por um vereador. Agora, no entanto, as causas apontam diretamente para a estrutura e para a ausência de protocolos adequados diante de tempestades.

O vereador Coronel Rosses (MDB) repudiou o episódio nas redes sociais, chamando a situação de “pesadelo” que custa R$ 40 ao visitante. Ele também criticou a Prefeitura ao mencionar Jean Marcos Praia Rocha, empresário responsável pela atração e aliado político do prefeito, reforçando questionamentos sobre a relação entre a administração municipal e a empresa.

As críticas se ampliaram quando internautas denunciaram falhas no sistema de alertas da Defesa Civil. De acordo com relatos, o aviso de temporal teria sido emitido somente após a chuva já estar em andamento, impedindo que a atração fosse esvaziada preventivamente.

O caso reacende a discussão sobre responsabilidade pública, segurança de equipamentos de grande porte e planejamento adequado para eventos climáticos extremos — temas que se tornam cada vez mais urgentes diante da frequência de tempestades em Manaus.

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