Vereador Bual tem liberdade concedida após dois meses preso

Ele é acusado de praticar rachadinha

Preso desde outubro sob acusação de envolvimento em um esquema de “rachadinha” e agiotagem, o vereador Rosinaldo Bual (Agir) teve a liberdade concedida pela Justiça na tarde desta segunda-feira (15/12). A defesa informou que o habeas corpus foi julgado e que a soltura depende apenas da expedição do alvará.

Detido no Centro de Detenção Provisória de Manaus II (CDPM II), Bual foi preso no dia 3 de outubro durante a operação “Face Oculta”, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas. A investigação aponta que o parlamentar desviava parte dos salários de servidores de seu gabinete e utilizava os valores para financiar atividades de agiotagem.

Apesar de afastado do cargo por determinação judicial por um período de 120 dias, o vereador continuou recebendo seus vencimentos normalmente. O salário-base mensal de um vereador em Manaus é de R$ 26.080,98. Somados os meses de outubro e novembro, o total bruto recebido foi de R$ 52.161,96. Após os descontos de previdência e imposto de renda, o valor líquido chega a R$ 38.255,04, conforme dados do Portal da Transparência da Câmara Municipal de Manaus (CMM). A verba de gabinete também permaneceu ativa no período.

Conforme o advogado Emerson Paxá, a decisão que concedeu a liberdade é sigilosa.

Apreensões

Durante a operação que resultou na prisão, foram bloqueados R$ 2,5 milhões em contas bancárias, apreendidos três cofres com dinheiro em espécie, cheques que somam R$ 500 mil e uma arma de fogo.

No dia 16 de outubro, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, havia negado um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, sob o argumento de que o caso ainda precisava ser analisado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denuncie agora!