Desemprego recua para 7,3% no AM em 2025, mas informalidade atinge 51,5% dos trabalhadores
Estado registra segunda menor taxa da série histórica e mantém índice acima da média nacional

A taxa de desocupação no Amazonas caiu para 7,3% no quarto trimestre de 2025, uma redução de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é o segundo menor desde 2012. No entanto, 51,5% da população ocupada trabalha na informalidade, o que mantém o estado entre os mais críticos do país nesse indicador. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20/02).
O índice de informalidade corresponde a cerca de 938 mil pessoas e coloca o Amazonas 12,7 pontos acima da média nacional.
O nível de ocupação fechou o ano em 56,8%, acima dos 55,5% registrados em 2024. Já a taxa de participação na força de trabalho foi de 61,3%. O rendimento médio mensal ficou em R$ 2.733.
“O mercado de trabalho amazonense demonstra sinais de recuperação frente ao desemprego”, afirma Adjama Nogueira. “A capacidade de absorção da mão de obra pela economia estadual registrou avanço.”
Quem está empregado
Homens registraram taxa de ocupação de 68,9%, enquanto mulheres ficaram em 47,1%.
Entre os grupos raciais, pretos lideraram a taxa (62,6%), seguidos por pardos (58,1%) e brancos (56,9%).
Trabalhadores de 40 a 59 anos apresentam maior inserção (74,2%). Pessoas com ensino superior completo lideram no critério escolaridade (82,8%).
Dinâmica dos setores
A Administração pública e serviços sociais seguem como principal empregador, com 404 mil trabalhadores.
O Comércio teve o maior crescimento anual, com 33 mil novas vagas (+11%). A Construção também avançou (12,3%).
Já a Agricultura perdeu 45 mil postos em um ano (-16,1%), sendo a maior retração registrada.
Alta informalidade preocupa
Dos 938 mil trabalhadores informais, a maioria é composta por conta própria sem CNPJ (478 mil) e empregados do setor privado sem carteira assinada — grupo que cresceu 29,4% em um ano.
Adjama classifica o cenário como estrutural.
“O Amazonas tem os maiores índices de trabalhadores sem proteção formal”, afirma. “Houve ainda um crescimento preocupante na precariedade dos contratos de trabalho.”
Os dados são da PNAD Contínua Trimestral divulgada pelo IBGE.
