Simão Peixoto diz que explosão de lancha foi provocada por sabotagem
Com a explosão, Simão Peixoto sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau no rosto e em outras partes do corpo.

O ex-prefeito de Borba, Simão Peixoto, afirmou ter sido vítima de uma ação criminosa na explosão da lancha em que estava, no dia 22 de dezembro do ano passado. Em vídeo divulgado nas redes sociais nessa quarta-feira (18/02), ele sustenta que houve intervenção humana no motor da embarcação.
Na publicação, Peixoto relata que os polos das baterias teriam sido deixados semiapertados e que a braçadeira do tanque de combustível foi afrouxada, provocando vazamento de gasolina. Ao acionar a ignição, segundo ele, a faísca gerada teria causado a explosão imediata.
“Foi questão de segundos entre a vida e a morte. Afrouxaram os polos da bateria e a braçadeira do tanque. A lancha virou uma bomba”, declarou.
De acordo com o ex-prefeito, a embarcação era nova, com menos de um mês de uso, e estava abastecida com cerca de 480 litros de combustível. Ele afirma que, após o acidente, análises técnicas indicaram sinais de manipulação no equipamento.
Ferimentos e internação
Com a explosão, Simão Peixoto sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau no rosto e em outras partes do corpo. Ele foi transferido para Manaus e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul da capital.
Em suas redes sociais, o ex-prefeito afirmou que o episódio reforçou sua fé e seu compromisso político. “Se tentaram me parar, a resposta é essa: estou vivo”, escreveu.
Trajetória marcada por controvérsias
A carreira política de Peixoto já foi marcada por episódios de repercussão pública. Em 2021, ele organizou um duelo de MMA contra um ex-vereador do município. Em 2022, se envolveu em um episódio de agressão contra o deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, durante um evento.
No ano passado, foi preso na Operação “Voz do Poder”, da Polícia Federal, sob suspeita de interferir em investigações que apuram possíveis desvios de recursos públicos destinados à merenda escolar em 2020, durante a pandemia.
As declarações sobre o suposto atentado ocorrem em meio a esse histórico de embates políticos e investigações judiciais, e ainda dependem de confirmação oficial por parte das autoridades competentes.
