Cheia avança no interior e Tapauá decreta emergência

Subida do Rio Purus pressiona comunidades e amplia cenário de alerta no estado, com impactos também na mobilidade e infraestrutura

A cheia dos rios no interior do Amazonas continua avançando e ampliando o número de municípios em situação crítica. Nesta terça-feira (17), Tapauá decretou situação de emergência, elevando para oito o total de cidades que já adotaram a medida no estado.

O decreto foi publicado no Diário Oficial dos Municípios e atribui a decisão à elevação dos níveis do Rio Purus, que tem provocado impactos diretos na vida da população, especialmente em áreas vulneráveis.

Segundo o documento, a cheia compromete tanto a infraestrutura urbana quanto a subsistência de famílias, exigindo ações imediatas de resposta.

Assinado pelo prefeito Gamaliel Andrade de Almeida, o decreto estabelece uma série de medidas emergenciais, incluindo mobilização da administração pública, campanhas de arrecadação e apoio às comunidades atingidas.

A normativa também autoriza medidas mais rigorosas em situações de risco, como evacuação de moradores e uso de propriedades privadas para atendimento emergencial.

Além disso, a prefeitura poderá realizar contratações diretas, sem licitação, para agilizar obras e serviços essenciais no enfrentamento da cheia.

Infraestrutura afetada e soluções emergenciais

Os impactos da cheia já atingem diretamente a mobilidade em municípios do interior. Em Carauari, uma das cidades afetadas, a prefeitura recorreu à construção emergencial de passarelas de madeira para garantir o deslocamento da população em áreas alagadas.

O contrato, firmado em caráter emergencial, prevê investimento de aproximadamente R$ 300 mil e execução em prazo reduzido.

A iniciativa evidencia como a cheia não afeta apenas moradias, mas também o acesso a serviços básicos, como saúde, educação e comércio.

Interior em alerta

Com Tapauá, o estado passa a registrar oito municípios em situação de emergência: Benjamin Constant, Canutama, Atalaia do Norte, Carauari, Itamarati, Eirunepé e Boca do Acre.

O cenário reforça o padrão sazonal das cheias na região amazônica, mas também evidencia a vulnerabilidade de municípios que enfrentam, ano após ano, impactos severos sem infraestrutura suficiente para resposta rápida.

Com rios em elevação e previsão de continuidade do período chuvoso, a tendência é de manutenção do estado de alerta, com possibilidade de novos decretos nas próximas semanas.

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