Em meio a gasolina cara, petroleiros fazem ato por reestatização da refinaria no AM
Protesto cobra retomada do refino e critica funcionamento atual da unidade em Manaus

O aumento no preço dos combustíveis em Manaus será um dos principais pontos de um ato marcado para esta segunda-feira (23), quando trabalhadores do setor de petróleo irão às ruas pedir a reestatização da refinaria do Amazonas.
A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, está prevista para ocorrer às 17h, em frente ao Centro de Convenções Vasco Vasques.
Gasolina em alta
O ato acontece em um momento de pressão no bolso dos consumidores. Em parte dos postos da capital, o litro da gasolina já chega a R$ 7,59. O aumento recente, de cerca de R$ 0,60, tem intensificado críticas ao modelo atual de abastecimento.
Reivindicação da categoria
Em publicação nas redes sociais, representantes do movimento afirmam que a privatização da refinaria agravou os preços e defendem o retorno da Petrobras ao controle do refino no estado.
Mudanças após privatização
A Refinaria da Amazônia foi privatizada em 2022 e, segundo o sindicato, deixou de produzir combustíveis dois anos depois, passando a atuar principalmente como base logística.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam períodos de paralisação e retomada irregular das atividades.
Produção fora do estado
Outro ponto de crítica é o envio do petróleo extraído no Amazonas para refino em outros estados, como ocorreu com a produção de Coari em 2025.
O que diz a refinaria
A empresa atribui os preços elevados a fatores externos, como a alta do barril de petróleo e custos logísticos. Também afirma que não é a única responsável pelo abastecimento da região.
Segundo a companhia, limitações técnicas da estrutura exigem a importação de insumos para a produção de combustíveis dentro dos padrões atuais.
Regra nova pode impactar setor
A mobilização ocorre após a criação de novas regras para o setor, com a definição do Processo Produtivo Básico para derivados de petróleo na Zona Franca de Manaus, o que pode influenciar a dinâmica da indústria nos próximos anos.
