Servidores do HUGV paralisam 50% das atividades em Manaus
Paralisação é motivada pela ausência de canais de diálogo para tratar de reajustes que superem os índices oficiais

Os servidores do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUVG), que integra a rede HU Brasil (antiga Ebserh), mantêm, nesta segunda-feira (30 de março) a paralisação de 50% das atividades em Manaus. O movimento, concentrado em frente à unidade na Rua Tomás Vila Nova, Zona Centro-Sul, cobra a abertura de negociações com a administração central, em Brasília, para a concessão de aumento salarial real à categoria.
De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Reginaldo Nascimento, a paralisação é motivada pela ausência de canais de diálogo para tratar de reajustes que superem os índices oficiais. Embora a rede realize correções anuais baseadas no IPCA, os funcionários pleiteiam um incremento que representa ganho real acima da inflação.
Transição e Gestão
A rede HU Brasil, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), passou por um reposicionamento de marca em 2026, substituindo o nome oficial de Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Criada pela Lei nº 12.550/2011, a instituição administra atualmente 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Em Manaus, o impacto da paralisação é monitorado, uma vez que a unidade é referência em procedimentos de alta complexidade e no apoio à graduação de novos profissionais de saúde. Os servidores afirmam que a mobilização continuará até que haja um cronograma oficial de negociações por parte do governo federal.
Apoio
O vereador Sérgio Baré (PRD) manifestou apoio ao movimento.
“Não podemos falar em gestão de excelência na maior rede de hospitais públicos do país sem a devida valorização de quem faz a saúde e a educação acontecerem na ponta. O apoio a esses servidores também significa proporcionar serviço de qualidade que chega ao cidadão manauara pelo SUS”, afirmou Sérgio Baré.
