Partidos contestam chapas registradas para disputa de governo tampão no AM
Novo e PT apontam que não foram informados por candidatos

Duas chapas inscritas para a eleição indireta ao governo do Amazonas passaram a ser alvo de pedidos de impugnação apresentados pelas próprias direções partidárias. As manifestações foram protocoladas na Assembleia Legislativa (Aleam) nesta quarta-feira (22/04), após o encerramento do prazo de inscrições.
Os questionamentos envolvem a chapa do Partido Novo, composta por Sérgio Augusto Bezerra e Audricléa Frota, e a do Partido dos Trabalhadores, formada por Daniel Fabiano Araújo e Dayane de Jesus Araújo. Ambas pretendem concorrer ao governo tampão, cuja eleição está prevista para o dia 4 de maio.
No caso do Novo, a presidente estadual Karina Seffair afirma que o registro foi feito sem autorização do diretório, contrariando regras estatutárias e exigências do edital. O pedido destaca ainda que não houve processo interno de escolha e aponta irregularidades relacionadas à situação partidária de integrantes da chapa.
O PT também questiona a legitimidade da candidatura. Em documento encaminhado à Assembleia, o partido afirma que não houve qualquer deliberação formal sobre participação no pleito e que os filiados envolvidos não comunicaram previamente a intenção de concorrer, o que impede o reconhecimento da chapa.
Com a abertura do processo de impugnação, os candidatos terão até 48 horas para apresentar contestação. Em seguida, a Procuradoria-Geral da Aleam deverá analisar os pedidos e emitir parecer técnico.
A palavra final caberá à Mesa Diretora da Casa Legislativa, que poderá acatar ou rejeitar as impugnações. Ainda há previsão de recurso ao plenário.
A eleição indireta será realizada pelos deputados estaduais e definirá o governador e vice que comandarão o estado até janeiro de 2027.
