Protesto cobra justiça por morte de jovem durante ação policial em Manaus
Carlos André foi baleado durante uma abordagem policial no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste da capital. Ele conduzia uma motocicleta quando foi cercado por agentes.

A morte do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, motivou um protesto realizado por familiares e amigos na manhã desta quarta-feira (22/04), em frente ao Fórum Henoch Reis, na zona Centro-Sul de Manaus. O grupo pede responsabilização dos policiais envolvidos na ocorrência registrada no último sábado (18).
Durante a manifestação, marcada por clima de comoção, foram exibidas faixas e cartazes que questionam a versão inicial apresentada pelos agentes. Balões pretos também foram utilizados em sinal de luto. Um banner com a imagem do jovem ao lado do filho pequeno chamou atenção dos presentes.
A mãe da vítima, Eliane dos Santos Almeida, relatou que recebeu informações desencontradas sobre o que teria acontecido. Segundo ela, os policiais afirmaram inicialmente que se tratava de um acidente.
“Disseram que ele tinha caído e quebrado o pescoço. Depois falaram outra coisa. Só quando vimos a perícia percebemos que meu filho tinha sido baleado”, afirmou.
Ela também criticou a atuação dos agentes e afirmou que continuará cobrando respostas. “Não vou me calar”, declarou.
Decisão judicial
A Justiça determinou, na terça-feira (21/04), a prisão preventiva dos policiais militares Belmiro Wellington Costa Xavier e Hudson Marcelo Vilela de Campos, apontados como envolvidos na morte. A medida foi adotada com base em elementos apresentados pela investigação e com aval do Ministério Público do Estado do Amazonas.
Sobre o crime
Carlos André foi baleado durante uma abordagem policial no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste da capital. Ele conduzia uma motocicleta quando foi cercado por agentes.
Registros de câmeras de segurança mostram parte da ação e indicam que o jovem teria sido agredido antes do disparo fatal. Testemunhas também relatam que houve restrição de acesso ao local após o ocorrido. O caso está sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros. Após prestarem depoimento, os policiais foram encaminhados ao batalhão da Polícia Militar, onde seguem à disposição da Justiça.
