LDO enviada à CMM prevê arrecadação de R$ 11,6 bi

Documento estima déficit fiscal de R$ 526 milhões e aponta mobilidade, saúde, educação e meio ambiente entre focos da gestão municipal

A Prefeitura de Manaus iniciou, nesta segunda-feira (18/05), a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O projeto prevê arrecadação de R$ 11,6 bilhões no próximo ano e déficit primário estimado em R$ 526 milhões.

A proposta enviada pelo prefeito Renato Junior estabelece as metas fiscais e prioridades da administração municipal para 2027, funcionando como base para elaboração da futura Lei Orçamentária Anual (LOA), que será votada até o fim deste ano.

Conforme o texto, a receita total estimada para o próximo exercício é de R$ 11,687 bilhões, valor cerca de 2,6% menor que o orçamento aprovado para 2026, fixado em R$ 12 bilhões.

Mesmo com arrecadação bilionária prevista, a Prefeitura projeta resultado negativo nas contas públicas. O documento aponta déficit primário de R$ 526,2 milhões, indicando previsão de despesas maiores que as receitas primárias do município.

Entre as áreas priorizadas pela gestão municipal estão infraestrutura urbana, mobilidade, saúde, educação, meio ambiente, esporte e desenvolvimento econômico.

Ao todo, 20 propostas foram incluídas como prioritárias após consulta pública realizada pela internet entre fevereiro e março deste ano. Segundo o Executivo, a população escolheu as ações consideradas mais relevantes entre 49 propostas disponibilizadas na plataforma digital “Consulta Pública on-line 2026”.

Na área ambiental, a Prefeitura pretende ampliar a coleta de resíduos em rios e igarapés, expandir a coleta seletiva porta a porta, recuperar parques urbanos e investir em matas ciliares.

Na saúde, estão previstas ampliação das hortas terapêuticas, implantação de um novo Centro Especializado em Reabilitação (CER) e criação do Banco de Leite Humano Municipal.

Já na educação, a gestão prevê ampliar profissionais de apoio escolar para alunos neurodivergentes e pessoas com deficiência, além de fortalecer programas de alfabetização e orçamento escolar.

Na mobilidade urbana, o texto cita ampliação de terceiras faixas em avenidas, construção de viadutos e novos eixos viários, além de reformas e construção de passarelas.

O documento destaca ainda ações voltadas à geração de emprego e renda, apoio a microempreendedores, capacitação profissional, incentivo ao esporte comunitário e reforço do monitoramento por câmeras de segurança.

A LDO estabelece as diretrizes para elaboração do orçamento municipal, definindo regras fiscais, metas de arrecadação e prioridades da administração pública. Já a LOA, que será votada posteriormente, detalhará quanto cada secretaria poderá gastar e quais obras e programas terão recursos efetivamente autorizados.

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