Cheia avança e Santa Isabel do Rio Negro entra em situação de emergência
Decreto municipal cita desalojados, prejuízos na zona rural e riscos à população; estado já contabiliza 22 cidades afetadas

A Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro decretou situação de emergência em razão dos impactos causados pela cheia dos rios no município. A medida foi oficializada por meio do Decreto Municipal nº 080/2026 e tem validade de 180 dias.
Segundo a administração municipal, o aumento do nível das águas tem provocado enchentes em áreas urbanas e rurais, resultando em desalojamentos, desabrigados, perdas agrícolas, prejuízos à criação de animais e riscos à integridade física dos moradores que vivem nas regiões atingidas.
O decreto foi fundamentado em parecer técnico da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, que apontou o agravamento das inundações e a necessidade de adoção de medidas emergenciais para minimizar os danos.
Entre as ações autorizadas estão a mobilização de toda a estrutura municipal para atendimento às famílias afetadas, a realização de campanhas de arrecadação de recursos, a convocação de voluntários e o encaminhamento do pedido de reconhecimento da emergência aos governos estadual e federal.
A norma também permite contratações emergenciais sem licitação para aquisição de materiais, serviços e obras voltadas ao enfrentamento da crise, além de autorizar medidas excepcionais de proteção civil em áreas de risco.
A situação de emergência reconhece oficialmente que o município enfrenta um desastre classificado como inundação de média intensidade, conforme os critérios da legislação federal de proteção e defesa civil.
Lista de municípios cresce
Santa Isabel do Rio Negro é o 22º município amazonense a decretar emergência por conta da cheia deste ano. Antes dele, já haviam adotado a medida Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá, Tefé, Tonantins e Uarini.
O avanço das cheias mantém em alerta diversas regiões do interior do Amazonas, especialmente municípios dependentes do transporte fluvial e da produção rural, setores que costumam ser diretamente afetados durante os períodos de inundação.
