Cheia avança e Uarini entra em emergência; número de municípios afetados chega a 21 no AM

Prefeitura relata prejuízos à população, perdas na produção rural e impactos nos serviços públicos

A cheia dos rios continua avançando pelo interior do Amazonas. Desta vez, o município de Uarini oficializou a situação de emergência após registrar impactos provocados pelas inundações em áreas urbanas e rurais.

O decreto foi assinado pelo prefeito Marcos Souza Martins e reconhece o desastre hidrológico causado pela subida do nível dos rios e afluentes que cortam o município. A medida tem validade de seis meses e permite a adoção de ações emergenciais para assistência às famílias atingidas.

De acordo com a prefeitura, as enchentes já provocam desalojamentos, prejuízos em plantações, perdas de animais e ameaças à segurança da população que vive em áreas mais vulneráveis. O documento também aponta dificuldades na manutenção de serviços públicos essenciais, principalmente nas áreas de saúde, educação, transporte e abastecimento.

A administração municipal afirma que a situação exige resposta imediata para reduzir os impactos sociais e econômicos provocados pela cheia.

Entre as medidas autorizadas estão a mobilização de toda a estrutura municipal, a convocação de voluntários, campanhas de arrecadação de recursos e a contratação emergencial de serviços e equipamentos sem necessidade de licitação.

O decreto também prevê que agentes da Defesa Civil possam atuar em imóveis localizados em áreas de risco para realizar evacuações e prestar socorro à população.

Cenário preocupa no interior

Com o reconhecimento da emergência em Uarini, o Amazonas soma agora 21 municípios afetados pelas cheias em 2026.

Além de Uarini, estão em situação de emergência Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá, Tefé e Tonantins.

As cheias deste ano vêm causando impactos em diversas regiões do estado, principalmente em comunidades ribeirinhas e áreas rurais dependentes do transporte fluvial para acesso a serviços básicos e escoamento da produção.

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