Deputado reforça alerta para possível seca severa em 2026

Wilker Barreto participou de evento na Suframa e defendeu planejamento antecipado para reduzir impactos na economia e no abastecimento do Amazonas

O deputado estadual Wilker Barreto participou, nesta terça-feira (2), da palestra “Prognóstico Climático para a Cheia e Vazante no Amazonas 2026”, realizada na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus, em Manaus. O encontro reuniu pesquisadores, autoridades e representantes do setor produtivo para discutir os cenários climáticos e os possíveis impactos da vazante dos rios no estado.

“Na condição de presidente da Comissão de Indústria, Comércio e  Zona Franca, fiz questão de participar desse evento, porque eu entendo que as questões climáticas hoje passam a ser o novo normal e isso mexe diretamente com a vida na capital e no interior, comércio, com a logística, com custo de vida. E essa Casa precisa estar atenta a essas transformações”, pontuou.

Durante o evento, Wilker voltou a manifestar preocupação com uma possível estiagem severa e seus reflexos sobre o abastecimento, a logística e a economia amazonense. O parlamentar lembrou que o tema já foi discutido em reunião com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas, quando representantes do comércio alertaram para os riscos de uma nova crise logística provocada pela redução do nível dos rios.

Visita ao laboratório

Após acompanhar as projeções apresentadas durante a palestra, Wilker anunciou que irá visitar, na próxima semana, o Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Amazônia (Labclim), onde pretende conversar com pesquisadores e conhecer de perto a estrutura responsável pelos estudos climáticos realizados no estado.

“Se nós pudéssemos expandir, deputado, a rede de monitoramento climático para os municípios, onde podemos ter dados em tempo real, isso vai melhorar o diagnóstico e vai melhorar para calibrar os modelos numéricos para simular melhor. Mas como temos escassez de uma rede de monitoramento, dificulta um pouco essa previsão. Esperamos que um dia possamos ter em cada município uma estação de meteorologia para nos ajudar”, afirmou Francis Wagner Silva, professor doutor do curso de meteorologia. 

Impactos da estiagem

Nos últimos anos, as estiagens severas registradas no Amazonas afetaram o transporte de cargas e passageiros, comprometeram o abastecimento de municípios do interior e provocaram prejuízos à economia do estado.

Durante o encontro, especialistas apresentaram projeções sobre o comportamento dos rios amazônicos nos próximos meses e destacaram a importância do monitoramento climático para orientar medidas preventivas diante dos desafios impostos pelos eventos extremos.

Para Wilker, o cenário exige acompanhamento permanente e integração entre o poder público, a comunidade científica e os setores produtivos.

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