Estiagem afeta escolas, água e aumenta queimadas em Manacapuru

A estiagem que atinge Manacapuru provocou problemas no funcionamento das escolas municipais, dificuldades no abastecimento de água e aumento de queimadas em áreas rurais e de várzea. O cenário levou a prefeitura a declarar situação de emergência por 180 dias.

O decreto, assinado em 2 de setembro, aponta que a queda dos níveis do Rio Solimões, lagos e igarapés prejudicou a navegação e deixou comunidades ribeirinhas, rurais e tradicionais mais isoladas. O transporte pelos rios é considerado o principal meio de locomoção e abastecimento dessas áreas.

A redução das fontes de água também preocupa. Segundo o documento, poços e outras fontes de captação de água doce estão secos ou contaminados, enquanto a distribuição de água potável, alimentos e medicamentos ficou mais difícil.

A seca também afetou a rotina das escolas e das unidades de saúde em áreas isoladas. Ao mesmo tempo, a prefeitura registra aumento de queimadas e incêndios em áreas urbanas e florestais, além de regiões rurais e de várzea ressecadas, o que agrava a qualidade do ar e sobrecarrega a saúde pública.

O decreto permite a mobilização dos órgãos municipais e a contratação emergencial de bens, serviços e obras relacionados à estiagem, com dispensa de licitação dentro das condições previstas na legislação. A prefeitura afirma que os impactos ultrapassam a capacidade de resposta do município e que será necessário apoio do Estado e da União.

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