Amazonas cresce e dobra número de moradores sozinhos, diz IBGE
Estado registra maior avanço de domicílios unipessoais no Norte, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (17/04)

O Amazonas ganhou mais de 600 mil habitantes em pouco mais de uma década e, ao mesmo tempo, passou por mudanças profundas no modo de viver da população. É o que mostram dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17/04).
Entre 2012 e 2025, a população estadual cresceu 17,7%, alcançando 4,156 milhões de pessoas. O avanço foi acompanhado por maior concentração urbana em Manaus, que hoje reúne mais da metade dos moradores do estado (55,4%).
O crescimento da capital foi mais acelerado que o do interior, com alta de 20,1% no período. O movimento reforça a tendência de centralização populacional e expansão urbana.
Um dos dados mais emblemáticos do levantamento está na forma como as pessoas vivem. O número de moradores que vivem sozinhos praticamente dobrou no Amazonas, passando de 7,7% para 15,7% dos domicílios. Trata-se do maior crescimento absoluto entre todos os estados da Região Norte.
A mudança indica transformações sociais relevantes, como novos arranjos familiares, maior autonomia individual e efeitos do envelhecimento populacional. O estado deixou de ter o menor índice da região e passou a ocupar uma posição intermediária no ranking nortista.
O perfil habitacional também mudou. Apesar da predominância de casas, cresce a presença de apartamentos, além do aumento de imóveis alugados. Essas mudanças apontam para maior mobilidade residencial e possíveis pressões no mercado imobiliário.
Outro indicativo de transformação está no transporte: as motocicletas se tornaram mais comuns que os carros nos lares amazonenses, refletindo escolhas mais acessíveis e funcionais diante da realidade econômica.
Na infraestrutura, os dados mostram avanços e desafios. Houve melhora no acesso à água e à coleta de lixo, mas persistem problemas como o aumento do esgotamento sanitário inadequado e a falta de energia elétrica em áreas rurais.
O conjunto dos indicadores revela um Amazonas mais urbano e em transformação, mas ainda marcado por desigualdades estruturais que impactam diretamente a qualidade de vida da população.
