Cidade assume governo interino com discurso de estabilidade e alinhamento com gestão anterior
Reunião com Wilson Lima e secretariado marca início da transição no Amazonas

A transição no comando do governo do Amazonas começou com um recado claro: evitar rupturas. No primeiro dia como governador interino, Roberto Cidade (União Brasil) reuniu, nesta segunda-feira (6), o ex-governador Wilson Lima, o ex-vice Tadeu de Souza e secretários estaduais para alinhar os próximos passos da gestão.
O encontro, realizado na sede do Executivo, sinaliza uma condução sem sobressaltos, ao menos neste primeiro momento. A principal decisão anunciada foi a manutenção de todo o secretariado.
“É momento de união e construção. Precisamos pensar no nosso povo, em entregas e resolver problemas”, afirmou Cidade.
Estabilidade como estratégia
A escolha por manter a equipe reflete não apenas cautela administrativa, mas também um movimento político de alinhamento com o grupo que comandava o estado até então.
Cidade admitiu que há apreensão entre secretários diante da mudança no comando, mas reforçou que a prioridade é garantir continuidade.
“Cobrei dos secretários que continuem trabalhando. Estamos em um governo interino e precisamos ter responsabilidade”, disse.
Cenário político e eleição indireta
A posse de Cidade ocorreu no domingo (5), durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas, após as renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza dentro do prazo eleitoral.
O movimento abre caminho para a realização de uma eleição indireta que definirá o novo governador até o fim do mandato.
Sobre esse processo, Cidade evitou antecipar posições.
“Hoje tratamos da transição. No momento certo iremos falar sobre isso”, declarou.
Reorganização política
Enquanto Cidade assume o Executivo, Wilson Lima já começa a reorganizar sua agenda política de olho nas eleições de 2026.
“Estou reformulando minha agenda e entendendo meus próximos passos. Estarei presente no interior e na capital”, afirmou.
Nos bastidores, a leitura é que o atual momento combina gestão e articulação política, com impacto direto no cenário eleitoral do estado.
