Cláudio Castro é alvo de operação da PF

A investigação é sobre suspeitas de fraudes fiscais e inconsistências relacionadas à operação de refinaria

A Polícia Federal cumpre, nesta sexta-feira (15), mandados de busca e apreensão contra Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, em operação que também tem como alvo Ricardo Magro, dono da refinaria Refit.

A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que expediu mandado de prisão contra Magro. Como o empresário vive no exterior, o ministro determinou a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.

O advogado de Castro, Carlo Luchione, diz que ainda não tem conhecimento da motivação da operação. Magro foi procurado por meio da assessoria de imprensa, mas não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades das empresas investigadas.

Segundo a PF, a operação, chamada de Sem Refino, apura “atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.

A investigação é sobre suspeitas de fraudes fiscais e inconsistências relacionadas à operação de refinaria.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Uma das ordens de afastamentos é de Guaraci Vianna, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio que já estava afastado por decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) —também por decisões relacionadas à Refit. Ele também foi alvo de busca e apreensão.

A decisão foi tomada por Moraes por conexão com a chamada ADPF das Favelas, ação que trata de relação de organizações criminosas com agentes públicos no Rio de Janeiro.

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