Deputada acusa Melqui Galvão de coagir vítimas enquanto estava preso em Manaus

De acordo com ela, o investigado chegou a oferecer apoio financeiro e até a estrutura de uma academia em troca da mudança nas versões apresentadas à polícia

A deputada estadual Alessandra Campêlo afirmou, nesta terça-feira (12/05), que recebeu um vídeo no qual o treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão aparece ameaçando e coagindo vítimas a mudarem depoimentos enquanto ainda estava preso em Manaus. Segundo a parlamentar, as imagens mostram Melqui realizando chamadas de vídeo de dentro da carceragem da Polícia Civil e tentando convencer vítimas a ajudá-lo a sair da prisão.

De acordo com ela, o investigado chegou a oferecer apoio financeiro e até a estrutura de uma academia em troca da mudança nas versões apresentadas à polícia.

“É a certeza da impunidade. Só que acabou, não vai ter mais impunidade”, declarou Campêlo durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

A deputada também criticou o fato de o preso supostamente ter tido acesso a celular dentro da unidade policial.

“Ele está na prisão e está ameaçando as vítimas para que não haja mais denúncias e coagindo a mudarem depoimento […] Como ele poderia ter um celular? É porque tem vagabundo que protege vagabundo”, afirmou.

Segundo Alessandra, o acesso teria sido facilitado pelo irmão do treinador, o policial civil Enoque Galvão.

“Sabe quem abriu a carceragem para esse homem ameaçar as vítimas? O próprio irmão dele, que também é policial”, denunciou.

A parlamentar afirmou já ter encaminhado o caso ao delegado-geral da Polícia Civil e pediu providências urgentes. Ela também defendeu o fechamento da carceragem da corporação e a transferência de presos para o sistema penitenciário comum.

“Quem comete crime tem que ir para o presídio, como acontece em outros estados”, disse.

Investigação começou após denúncia em São Paulo

Melqui Galvão foi preso temporariamente no último dia 28 de abril, suspeito de abusar sexualmente de seis alunas menores de idade. A investigação teve início em São Paulo, após uma atleta de 17 anos denunciar que sofreu abusos durante uma competição na Itália.

Conforme a polícia, o treinador também teria tentado apagar provas do celular da vítima e oferecido vantagens financeiras à família da adolescente para evitar denúncias. Durante as investigações, outras vítimas foram identificadas, incluindo uma jovem que tinha 12 anos quando o suposto crime ocorreu.

Na semana passada, Melqui foi transferido do Amazonas para São Paulo, onde permanece custodiado no Presídio da Polícia Civil.

Assista o momento da denúncia:

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