Paralisação de rodoviários contra escala 6×1 afeta transporte público em Manaus; assista

Ato teve duração aproximada de duas horas e ocorreu simultaneamente em terminais de ônibus da capital

(Foto: Rickardo Marques – GDC)

Uma paralisação relâmpago de motoristas e cobradores de ônibus afetou o transporte público de Manaus na manhã desta quarta-feira (27/05). O protesto foi realizado contra a escala 6×1 e provocou impactos principalmente nas linhas que atendem a região Central e o Distrito Industrial da capital.

A mobilização começou nas primeiras horas da manhã e reuniu sindicatos e centrais trabalhistas, que defendem a redução da jornada de trabalho e a implementação da escala 5×2. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram ônibus parados em vias estratégicas da cidade, como a avenida Constantino Nery, além de registros de bloqueios próximos ao Terminal 1. O sindicato informou que os trabalhadores retornaram às atividades e que o sistema de transporte coletivo começaria a ser normalizado ainda durante a manhã.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o ato teve duração aproximada de duas horas e ocorreu simultaneamente em terminais de ônibus da capital. Além da pauta trabalhista, os organizadores afirmaram que o movimento também buscou pressionar o Congresso Nacional sobre a tramitação da PEC que discute mudanças na jornada semanal de trabalho no Brasil.

A manifestação contou com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Sindplast, do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) e do Sindicato dos Metalúrgicos.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que foi surpreendido pelo movimento e afirmou que a paralisação ocorreu sem aviso prévio. A entidade também destacou que existe decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) determinando a manutenção mínima da operação do transporte coletivo por se tratar de um serviço essencial.

O protesto ocorreu no mesmo dia em que a PEC do fim da escala 6×1 voltou à pauta de discussões no Congresso Nacional. O parecer mais recente do relator da proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em prazo de até 14 meses após eventual promulgação.

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