Rio Negro supera cota de inundação em Manaus após subir quatro centímetros em 24 horas
Com a cota de inundação ultrapassada, áreas de várzea e regiões mais baixas da capital começam a sentir os impactos da subida do rio.

O Rio Negro atingiu, nesta quinta-feira (21/05), a marca de 27,52 metros em Manaus e ultrapassou oficialmente a cota de inundação da capital amazonense, fixada em 27,50 metros.
A medição foi divulgada pelo Porto de Manaus e mostra que o nível do rio subiu quatro centímetros em apenas 24 horas. Na quarta-feira (20/05), o Rio Negro estava em 27,48 metros.
A situação já havia sido antecipada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), durante a divulgação do 2º Alerta de Cheias do Amazonas, no fim de abril.
Na ocasião, o órgão informou que Manaus e Manacapuru apresentavam alta probabilidade de atingir a cota de inundação em 2026, embora o evento seja considerado uma cheia de baixa magnitude.
De acordo com os modelos hidrológicos utilizados pelo SGB, existe 96% de chance de o Rio Negro ultrapassar a marca de inundação na capital. A previsão média é que o nível chegue a 28,23 metros neste ciclo, podendo oscilar entre 27,69 metros e 28,76 metros.
Já a possibilidade de uma cheia severa, acima de 29 metros, é de apenas 3%. O risco de alcançar ou superar a cheia histórica de 2021, quando o rio atingiu 30,02 metros, é inferior a 1%.
Cidade entra em estado de atenção
Com a cota de inundação ultrapassada, áreas de várzea e regiões mais baixas da capital começam a sentir os impactos da subida do rio.
O avanço das águas pode provocar alagamentos em comunidades ribeirinhas e demandar ações emergenciais do poder público, como instalação de pontes de madeira, remoção de famílias e reforço em medidas de assistência social.
O cenário também mantém órgãos de monitoramento em estado de atenção para acompanhar a evolução da cheia nas próximas semanas.
SGB divulgará novo alerta
O próximo boletim oficial do Serviço Geológico do Brasil será divulgado na sexta-feira (29/05), durante a apresentação do 3º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2026.
Além de atualizar as projeções dos rios Negro, Solimões e Amazonas, o levantamento deve apresentar novas tendências sobre os níveis máximos esperados para este período de cheia na região amazônica.
