Amazonas aparece entre 11 estados em nível de alerta para SRAG, diz novo boletim
Fiocruz aponta queda geral nos casos de síndrome respiratória grave, mas estado ainda registra aumento de hospitalizações por metapneumovírus

O Amazonas está entre os 11 estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas mais recentes analisadas pela Fiocruz. O dado consta na atualização do Boletim InfoGripe divulgada nesta quinta-feira (20/8), com informações referentes ao período de 9 a 15 de agosto.
Além do Amazonas, estão nessa situação Acre, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.
O cenário ocorre enquanto o país registra uma tendência geral de redução dos casos. De acordo com a Fiocruz, quase todas as unidades da Federação apresentam queda ou estabilização na tendência de longo prazo, calculada a partir das últimas seis semanas. Também há sinal de queda na tendência de curto prazo, que considera as três semanas mais recentes.
Para o Amazonas, um dos pontos destacados no boletim é a manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus. A mesma situação é observada em toda a Região Sul e também em São Paulo, Pernambuco e Sergipe, embora, segundo a análise, sem impacto importante sobre os casos de SRAG em boa parte desses estados.
VSR segue como principal vírus entre casos positivos
Considerando as quatro últimas semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório foi identificado em 44,6% dos casos positivos de SRAG, enquanto o rinovírus correspondeu a 32,5%. Influenza B apareceu em 9,7%, influenza A em 5,1% e Sars-CoV-2 em 1,8%.
No acumulado de 2026, foram registrados 137.551 casos de SRAG. Destes, 54% tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 34,9% foram negativos e 5,3% ainda aguardavam resultado.
A distribuição dos vírus também muda de acordo com a idade. Entre crianças de até quatro anos, a redução dos casos de SRAG é atribuída principalmente à queda das hospitalizações por VSR. Na faixa de 15 a 49 anos, a diminuição está relacionada sobretudo à redução das internações por influenza A e B. Entre os idosos, a influenza A é o principal fator associado à queda observada.
O boletim aponta ainda que a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em associação ao VSR, enquanto a mortalidade é maior entre idosos e tem como principal causa a influenza A.
Diante do cenário, a Fiocruz reforça a vacinação como principal forma de prevenção contra casos graves e mortes relacionados aos principais vírus respiratórios. A orientação também inclui cuidados como o uso de máscaras em unidades de saúde e locais fechados com aglomeração, higienização das mãos e isolamento em caso de sintomas gripais.
