Manaus e interior do Amazonas registram piora na qualidade do ar com chegada do verão amazônico

Monitoramento aponta níveis moderados de poluição em mais de dez municípios; sul do estado concentra os índices mais elevados

Os primeiros efeitos do verão amazônico já aparecem nos indicadores ambientais. Nesta sexta-feira (07/08), Manaus e ao menos outras 11 cidades do Amazonas passaram a registrar qualidade do ar moderada, conforme dados das plataformas Selva e PurpleAir, que acompanham a concentração de partículas poluentes na atmosfera.

Os registros abrangem municípios distribuídos por diferentes regiões do estado. Pelo levantamento do Selva, apresentaram alteração na qualidade do ar Alvarães (33,7), Novo Airão (35,9), Manacapuru (26,3), Itacoatiara (25,7), Itapiranga (39), Novo Aripuanã (26,1) e uma estação próxima de Apuí (39). O PurpleAir também identifica índices elevados em Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna, além de apontar reflexos na Região Metropolitana de Manaus, incluindo Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Careiro.

Os equipamentos medem a presença de PM2,5, material particulado extremamente fino formado principalmente pela fumaça de queimadas e pela queima de combustíveis. O aumento desse poluente costuma acompanhar o período de estiagem, quando cresce a incidência de focos de calor no estado.

Embora a classificação “moderada” não represente um cenário crítico, especialistas alertam que pessoas mais sensíveis podem apresentar sintomas respiratórios, especialmente em dias de exposição prolongada.

O que é o PM2,5

As partículas PM2,5 possuem diâmetro de até 2,5 micrômetros, sendo pequenas o suficiente para atravessar as defesas naturais do organismo. Após serem inaladas, alcançam os pulmões e podem entrar na corrente sanguínea.

A exposição frequente está associada ao agravamento de doenças como asma, bronquite e enfisema, além de aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

Cuidados recomendados

Em períodos de piora da qualidade do ar, a orientação é reduzir atividades físicas intensas ao ar livre nos horários mais quentes do dia, manter boa hidratação e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Sempre que possível, também é recomendado manter os ambientes ventilados e evitar exposição prolongada à fumaça.

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