França prende mais de 5 mil menores em protestos estudantis

Cerca de 150 das 3.700 escolas permaneceram fechadas nesta sexta-feira na França

Thousands of students protest in Nantes, on October 9, 2026, as part of a nationwide protest movement over learning conditions. Since late September, pupils have barred the entrances to hundreds of schools, complaining of teacher absences, overloaded timetables, dilapidated classrooms and buildings ill-adapted to rising temperatures, among other grievances. (Photo by Loic VENANCE / AFP)

As autoridades francesas prenderam mais de 5.000 menores no contexto dos protestos estudantis que sacodem o país desde meados de setembro, dos quais seis se encontram em prisão preventiva, indicou nesta sexta-feira (09/10) o Ministério da Justiça.

Dezenas de milhares de estudantes do ensino médio, em sua maioria entre 15 e 18 anos, protestaram nas últimas semanas para denunciar a falta de substituição de professores ausentes, horários sobrecarregados e salas de aula deterioradas, uma mobilização marcada também por confrontos violentos com a polícia.

Mais de 6.800 pessoas, entre elas 86% de menores, foram detidas desde o início dos protestos, das quais 2.376 enfrentam ações judiciais, indicou o ministério. Quinze adultos e seis menores estão em prisão preventiva, detalhou.

Embora, em sua grande maioria, as manifestações e o bloqueio de escolas ocorram de forma pacífica, os protestos também registram a queima de contêineres de lixo e até mesmo de portas de acesso às instituições, assim como confrontos entre a polícia e manifestantes.

Embora o governo do presidente de centro-direita, Emmanuel Macron, defenda que a atuação policial é “proporcional”, a oposição de esquerda e as associações de defesa dos direitos humanos denunciam uma “repressão policial” aos protestos.

A França suspendeu na quarta-feira o uso de granadas de efeito moral pela polícia durante os protestos estudantis, depois que um adolescente perdeu uma mão por um dos artefatos.

O governo também respondeu a uma das reivindicações e anunciou a contratação, nos próximos dias, de 3.000 professores substitutos, mas as organizações estudantis e os sindicatos mantêm seu chamado para novas manifestações na próxima terça-feira.

Cerca de 150 das 3.700 escolas permaneceram fechadas nesta sexta-feira na França.

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