Chuvas levam Caapiranga e Manicoré a decretar emergência no AM

Alagamentos, prejuízos à infraestrutura e impactos sociais motivaram medidas; cidades também enfrentam avanço da cheia

Duas cidades do interior do Amazonas passaram a enfrentar oficialmente situação de emergência após os impactos provocados por chuvas intensas. Caapiranga e Manicoré publicaram decretos com a medida no Diário Oficial dos Municípios desta segunda-feira (27/04), apontando danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população.

Em Manicoré, o volume elevado de chuvas registrado entre março e abril causou a elevação dos rios e igarapés, atingindo tanto a zona urbana quanto comunidades rurais e ribeirinhas, especialmente ao longo do Rio Madeira. O cenário comprometeu o acesso a diversas localidades e afetou serviços essenciais.

A prefeitura estima que mais de 16 mil pessoas tenham sido impactadas. Estradas vicinais, hidrovias, pontes e residências estão entre as estruturas danificadas, dificultando o escoamento da produção agrícola e a mobilidade da população.

Em Caapiranga, os efeitos seguem a mesma linha, com prejuízos à trafegabilidade, danos a equipamentos públicos e impactos diretos na economia local. O município calcula que mais de mil famílias foram atingidas pelas chuvas e pela elevação dos níveis dos rios.

Os decretos permitem a adoção de medidas emergenciais, como a mobilização de equipes da Defesa Civil, campanhas de assistência e a dispensa de licitação para agilizar contratações necessárias ao enfrentamento da crise.

Também está autorizada a adoção de ações mais rígidas em situações de risco, como evacuação de áreas e uso temporário de propriedades privadas para operações de socorro.

Pressão dupla: chuva e cheia

O cenário nos dois municípios é agravado pela cheia dos rios, que mantém Caapiranga e Manicoré em estado de atenção. A sobreposição dos fenômenos aumenta a vulnerabilidade das comunidades, especialmente nas áreas de várzea, e exige resposta rápida do poder público.

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