El Niño deve retornar em maio com impacto no clima, diz agência da ONU

Fenômeno pode afetar temperaturas globais e padrões de chuva. No Amazonas, o verão e processo de estiagem devem se intensificar

Aerial view of Tikuna Indigenous people from the Yagua community resting while carrying water and other goods due to the low level of the Amazon river at Isla de los Micos, Amazonas department, Colombia, on October 4, 2024. Colombia’s National Unit for Disaster Risk Management (UNGRD) recently reported that the flow of the Amazon River has been reduced by up to 90% due to the alarming lack of rainfall affecting this triple border with Brazil and Peru, which is only accessible by water. (Photo by Luis ACOSTA / AFP)

O retorno das condições climáticas do El Niño é esperado para maio deste ano, o que pode afetar as temperaturas globais e os padrões de chuva, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O fenômeno é um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico central e oriental, que normalmente dura de nove a 12 meses, de acordo com a OMM.

Uma mudança clara foi observada no Pacífico Equatorial, com as temperaturas da superfície do mar subindo rapidamente, sugerindo alta probabilidade de desenvolvimento de condições de El Niño entre maio e julho deste ano.

“Depois de um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos agora estão fortemente alinhados e há grande confiança no início do El Niño, seguido por maior intensificação nos meses seguintes”, disse Wilfran Moufouma Okia, chefe de previsão climática da organização em comunicado.

Embora os modelos indiquem a possibilidade de forte evento de El Niño este ano, a OMM acrescentou que maior previsibilidade será possível após abril.

O padrão climático é conhecido por afetar os climas regionais, potencialmente trazendo mais chuvas para o sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, partes do Chifre da África e Ásia Central, enquanto causa seca na Austrália, Indonésia e partes do sul da Ásia. Ele também pode ter efeito de aquecimento sobre o clima global, lembrou a organização.

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