Descartada relação entre morte e vazamento de estireno em Manaus
Outro óbito suspeito segue sob investigação; mais de 750 pessoas foram atendidas após o incidente no Distrito Industrial

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) descartou a relação entre a morte de um homem de 67 anos e uma possível intoxicação pelo estireno que vazou de uma unidade da empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus.
O óbito foi notificado como suspeito no dia 16 de julho, um dia após o vazamento do produto químico, e passou a ser investigado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).
Segundo a Nota Informativa nº 02/2026, o idoso era tabagista, morava na zona Sul de Manaus e tinha histórico de internações recentes causadas por doenças cardiovasculares e pulmonares crônicas.
Após a análise das informações disponíveis, o órgão concluiu que não havia ligação entre a morte e a possível exposição ao estireno.
Um segundo óbito suspeito, envolvendo um trabalhador de 66 anos do Distrito Industrial, foi notificado no dia 19 de julho. O caso ainda é investigado para confirmar ou descartar a relação com a intoxicação pelo produto.
Desde o início da ocorrência, 755 pessoas foram atendidas nas redes pública e particular de saúde, segundo o painel de monitoramento da Semsa. Uma delas permanece internada.
Entenda o caso
O vazamento de monômero de estireno ocorreu às 17h36 do dia 15 de julho, na Unidade IV da Innova. O forte odor atingiu bairros próximos ao Distrito Industrial e provocou a evacuação de um shopping localizado nas proximidades da empresa.
O produto é utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido, conhecido como isopor. A exposição por inalação pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dor de cabeça, tontura e náusea.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas atuam no resfriamento do tanque para controlar a temperatura e evitar novos riscos. A principal hipótese investigada é a ocorrência de uma reação espontânea no interior da estrutura.
