Bombeiros encerram buscas por desaparecidos em naufrágio no Encontro das Águas

Acidente com a lancha Lima de Abreu XV ocorreu em fevereiro e também deixou três mortos e 71 sobreviventes

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) suspendeu, nesta quarta-feira (8), as buscas pelos cinco desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido há quase cinco meses no Encontro das Águas, em Manaus. As vítimas não foram localizadas até o fim da operação.

O acidente foi registrado no dia 13 de fevereiro, quando a embarcação, operada pela empresa Lima de Abreu Navegações, saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte. A lancha afundou nas proximidades da área onde os rios Negro e Solimões se encontram.

Ao todo, o naufrágio deixou três pessoas mortas, cinco desaparecidas e 71 sobreviventes resgatados.

De acordo com os bombeiros, a suspensão ocorreu após o esgotamento das possibilidades de encontrar novas informações sobre os desaparecidos. A corporação, no entanto, afirma que seguirá em sobreaviso e poderá retomar as buscas caso surjam indícios que ajudem na localização das vítimas.

Operação teve drones, sonar e embarcações

As buscas começaram no mesmo dia do acidente e seguiram de forma contínua até 19 de março. Durante 34 dias, equipes foram mobilizadas diariamente na região do naufrágio.

Depois desse período, a operação passou a ser realizada de forma intermitente, duas vezes por semana, até o dia 30 de junho.

Nos trabalhos, os bombeiros utilizaram embarcações, drones e equipamentos de sonar para fazer a leitura do leito do rio. Familiares dos desaparecidos acompanharam a operação ao longo dos meses.

Ainda segundo o CBMAM, parentes de três desaparecidos já solicitaram o boletim de ocorrência da corporação. O documento, registrado no Sinesp, é necessário para iniciar o pedido de morte presumida na Justiça.

Passageiros ficaram à deriva

No dia do acidente, vídeos gravados por passageiros mostraram o desespero de pessoas que ficaram à deriva após o naufrágio. Nas imagens, adultos e crianças aparecem usando coletes salva-vidas ou apoiados em botes enquanto aguardavam socorro.

Parte dos passageiros foi resgatada por embarcações que navegavam pela região. Depois, uma operação de resgate foi organizada para atender as vítimas.

Entre as histórias que marcaram o naufrágio está a de um bebê prematuro de cinco dias de vida que foi colocado dentro de um cooler por familiares para não ter contato direto com a água. A criança ficou à deriva até ser localizada por equipes de resgate.

A mãe do bebê, que havia viajado a Manaus para dar à luz, também sobreviveu. Ambos foram levados para atendimento médico.

As causas do acidente ainda não foram informadas oficialmente e continuam sob investigação.

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